Estação Ecológica Raso da Catarina (Bahia). Foto: Eraldo Peres

No Semiárido brasileiro, cerca de 90% dos estabelecimentos rurais agropecuários pertencem à agricultura familiar, o que corresponde a uma estimativa de 8,5 milhões de pessoas (IBGE, 2006).

Caracterizar a dinâmica fenológica da vegetação da Caatinga e sua relação com os padrões de precipitação anual é a principal missão do Sistema de Monitoramento e Alerta para a Cobertura Vegetal da Caatinga (SIMACaatinga), a partir do estudo de Barbosa e Lakshmi-Kumar (2016). O projeto é uma iniciativa do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (LAPIS/UFAL), em parceria com o Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCTIC).

A metodologia integrou informações de precipitação por satélite e de Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI). A variação espaço-temporal mensal da precipitação foi estimada para verificar a intensidade da seca no Semiárido brasileiro, através do cálculo do Índice de Precipitação Padronizada (SPI), obtido a partir dos dados CHIRPS (Climate Hazards Group InfraRed Precipitation with Station data), com base no estudo de Franklin et al. (2017).

Os principais resultados são direcionados principalmente aos tomadores de decisões políticas, bem como aos gestores de instituições públicas e de entidades civis, e aos setores privado e acadêmico, através de mapas e gráficos, além de tabelas da climatologia de NDVI e precipitação por municípios no Semiárido brasileiro.